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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Falta



Falta

Tenho saudades dos meus tempos de criança.
Sinto falta de tudo o que me rodeava,
até mesmo de uma escuridão simples
alimentada pela solidão que até hoje surge nos momentos de vulnerabilidade!

Do azul que parecia verde,
do marrom que regia os caules sertanejos.
Dos amigos infantis e inocentes,
da família que hoje se tornou mais distante.
Brincadeiras ao entardecer, pessoas não mais vistas.

Sinto falta da minha adolescência,
das trilhas sonoras que marcaram os dias de reflexão sobre as novas descobertas.
Uma legião meio que urbana de pensamentos, dúvidas, objetivos...
Até mesmo paixões avassaladoras, ilusões e desilusões.
Me falta aqui, neste instante, coisas que não mais possuo entre as mãos,
todavia ainda estão vivas na memória íntima que me prende eternamente à vida.

Sinto falta das cômicas conversas com os amigos de classe,
das brincadeiras ao telefone, das indecisões em relação aos fatos que estavam por vir.
Da metamorfose que além de ser ambulante, também parecia um pouco sedentária.
Falta, é ela que ma inspira nesta noite quente e carioca.

A grande falta que sinto me deu maturidade, senso crítico.
A mesma que antes doía  e que hoje ainda dói, mas com uma intensidade suportável.
Aprendi a sentir falta de diversas coisas, momentos, pessoas, faces, comportamentos
e isso me fez crescer bastante.
Por aqui finalizo com um segmento de palavras que nem mesmo sei qual é ainda, 
mas que a falta me fará agora mesmo criar:
Nada melhor do saber sentir falta, do que saber sofrer com saudades saudáveis, humildes,
falta dos simples fatos e das vidas simples que tivemos, falta dos amores que se eternizaram e que a qualquer momento poderão reascender involuntariamente.
Saibamos sentir falta, com a cabeça erguida e com a certeza de que em breve também sentiremos falta do que somos e do que vivemos agora, pois a vida é feita e contruída de lembranças, tanto boas quanto ruins!

                                                                                          Por Allan Kardec em 03/02/2011.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

...Flor que brilha à luz do sol...




Fui capitã desse mundo, pude rodar sem fronteiras,
vivi um ano em segundos, não achei sonhos besteira.
Me encantei com um livro que falava sobre vaidade.
Quando mentir foi preciso, pude falar a verdade.
Agora encontrei o meu esconderijo, o meu novo abrigo.
Tudo agora faz sentido, pois tenho calma pra contar nos dedos.
Te beijei pra poder ficar aqui e aqui o meu teto não irá desabar.
Com você pude construir os meus lindos sonhos.
Deixe-me ir, mas não se preocupe,
sempre irei ficar aqui!

Homenagem para Alice que se foi há 5 meses!

Definição de saudade




Artigo do Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista. 

Como  médico  cancerologista,  já  calejado  com  longos 29 anos de atuação profissional (...) posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.

Recordo-me  com  emoção  do  Hospital  do  Câncer  de  Pernambuco,  onde  dei  meus primeiros passos como profissional... Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com  o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças. 

Até o dia  em  que  um  anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois  longos  anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas  de  químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes;    também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!

Um  dia,  cheguei  ao  hospital  cedinho  e  encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

— Tio, — disse-me ela — às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores... Quando eu morrer,  acho  que  ela  vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!

Indaguei: 
— E o que morte representa para você, minha querida?

— Olha  tio,  quando  a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é? (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)

— É isso mesmo.

— Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!


Fiquei  "entupigaitado", não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
— E minha mãe vai ficar com saudades — emendou ela.


Emocionado,  contendo  uma  lágrima  e um soluço, perguntei: 
—  E o que saudade significa para você, minha querida?

— 
Saudade é o amor que fica!

Hoje,  aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica

Meu  anjinho  já  se  foi,  há longos anos. Mas, deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida,  a  tentar  ser  mais  humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Quando a noite chega,  se  o  céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo "meu anjo", que brilha e resplandece no céu.
Imagino  ser ela uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa. Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve,  pelas  lições  que  me  ensinaste, pela ajuda que me deste. Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.

ATITUDE É TUDO!!! 
Seja mais humano e agradável com as pessoas. 
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
 
- Viva com simplicidade. 
- Ame generosamente. 

- Cuide-se intensamente. 

- Fale com gentileza. 

- E, principalmente, NÃO RECLAME!


 "No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo."



...Autor desconhecido...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Apenas 4 segundos?

     A Record exibiu, sem querer, um beijo gay durante transmissão ao vivo do "Jornal da Record" na noite desta terça-feira (25). A emissora fazia uma reportagem direto da Praça da República, em São Paulo, mostrando as comemorações do aniversário da cidade. Enquanto exibia a imagem do local, dois homens começaram a se beijar durante a transmissão. O beijo foi exibido durante 4 segundos enquanto a câmera fazia uma panorâmica do local.




                                                        http://natelinha.uol.com.br/noticias/2011/01/26/235340.php


    Apenas 4 segundos? São essas as demonstrações de homofobia que me deixam indignado. Enquanto um beijo gay é mostrado por apenas 4 segundos em um telejornal da segunda maior emissora de televisão do país, inúmeros programas de entretenimento, com sensura livre para todos os públicos, exibem competições nas quais os casais heterossexuais que passarem o maior tempo dando um beijo de língua, vencem a prova e ainda saem do programa com os bolsos cheios de dinheiro. Realmente o Brasil em termos de liberdade e diversidade sexual ainda é muito atrasado. Na minha opinião esse beijo mostrado pelo jornal da Record não é nada mais nada menos do que uma ofensa ao público homossexual, pois ao invés de publicarem reportagens com apenas 4 segundos de um beijo gay, deveriam, em um telenovela ou em algum programa, mostrar como pode existir sentimento entre duas pessoas do mesmo sexo e isso através de longos beijos, cenas quentes entre dois homens ou duas mulheres, histórias de vida dos mesmos, como mostram naturalmente entre casais heterossexuais. Que burrada essa da Record de publicar tal reportagem e maior ainda do site de temática gay no qual consta esta coluna. 
      Nota zero pra eles!  

...Presença confirmada...


Por incrível que pareça, a cada novo semestre letivo do curso de Farmácia da Universidade Federal da Paraíba, uma nova legião de alunos gays tem aparecido e essa estatística se confirma notavelmente ao frequentarmos os ambientes GLS da cidade de João Pessoa, como uma tal "Revista mais famosa do Brasil", "Casa do chá", "POF", Empório café, entre outros. A liberdade sexual tem se alastrado por todas as Universidades do País, mas como ex-aluno da UFPB, tenho propriedades suficientes que me conferem o direito de expor esta opinião, que na verdade não é apenas minha, mas também de todos os alunos gays que já saíram do armário. O nosso objetivo atual é de tentar conscientizar  todas essas pessoas que tentam disfarçar o que é impossível, que tentam forjar um comportamento másculo, quando na verdade expressam em suas personalidades um espírito vivo e homossexual. O grupo anfitrião já teve que sair desta instituição de ensino, todavia não deixa de estar por dentro das novidades do mundo gay da UFPB e principalmente do curso de Farmácia. Quem sabe em um futuro breve uma ONG não seja fundada por esses alunos, para que os direitos homossexuais sejam postos em prática e para que as informações e assistências sejam prestadas a todos os que ainda guardam dentro de si o tônus retrógrado da homofobia. 

...Gritemos  já pelos nossos direitos, vamos à luta e lembremos que talvez possamos contar até com o apoio da nossa ilustre coordenadora do curso de Farmácia!